Conheça os 12 arquétipos de Jung e saiba como usá-los no marketing

Ao definir uma estratégia para a sua marca, tudo deve ser pensado meticulosamente para atrair o público almejado. O marketing se apoia nos 12 arquétipos de Jung para tornar a comunicação eficiente!

Ajudando a estabelecer o perfil do negócio, compreender esses arquétipos traz um ótimo direcionamento para melhorar a imagem da sua empresa ou carreira.

Quer saber como eles funcionam e como utilizá-los? Continue conosco, preparamos um texto para você entender mais!

O que são os arquétipos de Jung

O conceito de arquétipos foi elaborado pelo psicólogo suíço Carl Jung. Segundo ele, todos nós temos algumas figuras fixadas em nosso imaginário desde que somos criança.

Essas imagens são formadas pela repetição progressiva de experiências, enraizadas no inconsciente coletivo.

Dessa forma, elas estão em nossos pensamentos mesmo quando não percebmos e são fundamentais na construção de cada personalidade.

O inconsciente coletivo diz respeito aos desejos comuns a todos os seres humanos. Trabalharemos os  4 principais tipos de desejo:

  • pertencer a um grupo;
  • ter independência ou conseguir autorrealização;
  • ter estabilidade ou controle;
  • ter uma grande habilidade ou correr riscos.

Então, essas imagens demonstram e expressam tais vontades. O herói, por exemplo, é uma figura conhecida por todas as culturas. Ele expressa o desejo de ter reconhecimento de seu valor pela sociedade, por meio de um feito extraordinário (mestria/risco).

Por isso, todas as produções, como mitos, contos e filmes, repassam esses conceitos, por todas as gerações e por todas as culturas.

Os arquétipos para construir branding

O branding é um conjunto de ações. O objetivo delas é alinhar a imagem da marca com seus propósitos, valores e pessoas que pretende captar. Assim, ele procura despertar sensações e conexões para conseguir atenção dos potenciais clientes.

Por isso, os arquétipos de Jung foram incorporados ao marketing. A intenção é aplicá-los de modo que o público-alvo se identifique com a empresa. Dessa forma, é possível se comunicar com ele, gerando melhor posicionamento.

A união aconteceu com a publicação do livro “O Herói e o Fora da Lei”. A obra sintetizou todos os arquétipos de Jung, resumindo-os em 12. As autoras afirmam que seguir o conceito é ideal para expressar o verdadeiro sentido de uma marca.

Os 12 arquétipos de O Herói e o Fora da Lei

Agora, devemos entender na prática quais são os 12 arquétipos e como eles são utilizados na construção de branding. Então, o primeiro passo é conhecer a fundo os 4 grupos principais. Veja a seguir!

Mestria/ Risco

Os arquétipos desse grupo querem ser lembrados e reconhecidos por seus feitos. O princípio básico para isso: é preciso seguir os seus sonhos, mesmo que regras sejam quebradas. Conheça os 3 arquétipos da categoria:

1. O Herói

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fonte: http://publicidadeambulante.blogspot.com/2010/06/nike-write-future-print.html

Lema:  “Onde há a vontade, há um caminho!”

A pessoa regida pelo “Herói” busca sua aprovação pela sociedade, esperando que as pessoas vejam como ela é valiosa por causa de suas grandes atitudes, que exibem coragem.

Para usar esse arquétipo na construção do branding, é preciso abordar uma estratégia que desafie os consumidores. Assim, deve-se chamar a atenção para acontecimentos que dependem unicamente as competências deles.

Um exemplo da aplicação do herói para o posicionamento da marca é a da empresa NIKE. Na divulgação de seus produtos ela dissemina o lema “just do it”, que significa “apenas faça”.

2. O Fora de lei

fonte: https://www.harley-davidson.com/in/en/events/Freedom_Promise.html

Lema: “As regras foram feitas para serem quebradas.”

Em suma, o princípio que governa essa característica é o de emancipação. Dessa forma, a pessoa deseja se libertar do senso comum. Ela busca um jeito próprio de se livrar de símbolos pré-estabelecidos e ser diferente.

No marketing, para aplicar o “Fora da Lei” em uma estratégia, é necessário abordar temas como a autonomia, ser dono de si mesmo e adicionar uma pegada revolucionária.

Uma marca conhecida que aplica o método é a Harley Davidson, que incentiva a liberdade e mostra como ela pode ser adquirida com os seus produtos.

3. O Mago

Lema: “Tudo pode acontecer”.

Quando falamos desse arquétipo, as questões lógicas e objetivas não têm tanto peso. Por isso, são predominantes temas como religião, crenças ou qualquer raciocínio distante do racional e natural.

Sendo assim, as marcas que desejam aplicar e captar indivíduos dentro dessas características devem instigar a sensação de cura ou de alívio emocional, visando promover sentimentos irracionais.

Um grande exemplo é a Mastercard. A empresa investe constantemente em estratégias que incentivam o pensamento de que tudo vai ficar bem e ser incrível, trazendo alívio aos consumidores.

Independência/ Autorrealização

Os arquétipos agrupados aqui sentem em comum um grande desejo de interiorização. Por isso, tal ação tem o intuito de refletir seu próprio eu, decidir melhor suas atitudes e encontrar o conhecimento.

4. O Inocente

Lema: “Somos livres para sermos nós mesmos.”

Em geral, essas pessoas estão em busca de um estilo de vida natural, com simplicidade e harmonia. Portanto, a sua liberdade é em relação a si mesmo, para não ser cabido em rótulos.

Para conquistar esse público, deve-se propor a despretensão, sugerindo um lado puro e bondoso. A marca Johnsons é um grande exemplo dessa aplicação, pois seus produtos remetem ao básico e essencial.

5. O Explorador

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fonte: https://www.adsoftheworld.com/media/print/levis_live_unbuttoned_1

Lema: “Não levante cercas em meu entorno.”

Esse arquétipo busca por elementos que o tirem da rotina e o libertem. Portanto, para trabalhar com ele, é preciso propor jornadas e aventura.

Um bom exemplo de marca é a Levis, que se orgulha da invenção do jeans, também visto como um símbolo de liberdade das tradicionais roupas engomadinhas. Para isso, ela usa o lema aventura em muitas peças publicitárias.

6. O Sábio

Lema: “A verdade liberta.”

Um sábio busca constantemente o autoconhecimento e acredita que através dele vai conseguir encontrar também a felicidade.

Dessa forma, as marcas que desejam seguir por essa linha precisam incitar o conhecimento e a intelectualidade. Um exemplo óbvio é o Discovery Channel.

7. Pertença / Grupo

As pessoas dessa categoria sentem o grande desejo de pertencer a um grupo ou fazer parte de algo. Veja mais a seguir sobre como são os arquétipos unidos dentro dessa categoria!

7. O Bobo da corte

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fonte: https://www.mcdonalds.com.sg/campaigns/happy-meal/

Lema: “Se eu não posso dançar, não quero fazer parte da sua Revolução.”

Esse arquétipo procura se manter longe do tédio, tentando trazer alegria. Por isso, para conquistar esses consumidores é preciso pregar a descontração, com impactos visuais voltados para a felicidade.

A gigante empresa McDonald’s investe constantemente nessa estratégia para construir branding.

8. O Cara comum

fonte: http://propmark.com.br/anunciantes/brahma-lanca-campanha-isso-pede-que-enfatiza-qualidade-e-momentos-especiais

O discurso que rege o “Cara Comum” é o de que “todos os homens e mulheres são criados igualmente”. Consequentemente, o direcionamento é democrático e igualitário, evitando expor suas convicções pessoais.

Assim, a melhor tática para esse grupo é promover estratégias que passam a mensagem de integração social, pregando o pertencimento. Falamos de algo como: “faça parte desse time”.

Uma marca que se utiliza bem desse arquétipo em suas publicidades é a Brahma.

9. O Amante

Lema: “Só tenho olhos para você.”.

Aqui rege a cultuação do belo, do romantizado e da atração física. Por isso, para trabalhar com esse arquétipo basta inserir esses elementos na campanha. Isso fica evidente na maioria das marcas de beleza, moda e perfumes.

Estabilidade/ Controle

Esse é o último grupo de arquétipos. Ele fala sobre o sentimento de ter controle sobre as coisas, ou seja, ter domínio e poder. Então vamos aos 3 perfis!

9. O Criador

fonte: https://disneyparks.disney.go.com/blog/2014/03/disney-trade-celebration-2014-imagination-gala-a-magic-carpet-event-at-epcot/

Lema: “Se pode ser imaginado, pode ser criado.”

Esse arquétipo canaliza seus problemas e dificuldades. Dessa forma, sempre se sente induzido a criar. Para trabalhar com esse arquétipo, é preciso provocar o lado imaginativo e inovador. A Disney é um exemplo claro.

10. O Prestativo

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fonte: https://www.youtube.com/watch?v=FevapSUhA44

Lema: “Ama o próximo como a ti mesmo.”

Esse indivíduo é bondoso e altamente altruísta. A compaixão é o seu guia. Por isso, as empresas que se usam desse arquétipo se valem do lema de ajudar seus usuários a resolver os seus problemas. Sites como o Buscapé são os maiores exemplos.

12. O Governante

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fonte: https://cotandoseguro.com/blog-seguro-auto/dicas-gerais-sobre-seguro/porto-seguro-auto-premium/

Lema: “O poder não é tudo, mas é o que importa.”

Esse arquétipo quer estar no centro, sendo um administrador responsável. Assim, marcas que se comunicam por meio desse arquétipo, em geral, oferecem segurança e o cuidar com responsabilidade.

Dessa forma, passam a ideia de que tudo está sendo observado, ou seja, sob controle. A Porto Seguros é uma grande referência.

Use os arquétipos de Jung na sua estratégia

Os arquétipos de Jung são muito proveitosos para o marketing. Incorporar esses aspectos para construir branding, direcionando corretamente as estratégias, é a maneira mais adequada para conquistar mercado.

Podemos confirmar o sucesso das tentativas com as grandes marcas, que se utilizam dos conceitos. Por que não trazer esse planejamento para a sua comunicação? Entre em contato conosco e conte com a nossa ajuda!

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