Tudo o que você precisa saber sobre Arquétipos – Planejamento Estratégico Sistêmico

Arquétipo é descrito pelo psicólogo Carl Gustav Jung como um conjunto de imagens psíquicas presentes no inconsciente coletivo. Este conceito estabelece 12 arquétipos básicos e os dividiu em 4 grupos relacionados a impulsos humanos, sendo eles: Maestria/Risco; Independência/Autorrealização; Pertença/Grupo e Estabilidade/Controle.

Pode parecer que essas informações não têm nenhuma relação ao planejamento estratégico, no entanto, elas foram integradas ao marketing e podem ser utilizadas como estratégia para construir a marca de uma empresa e melhorar o posicionamento da mesma nos motores de busca como o Google. 

Compreender como funcionam os 12 arquétipos é um ótimo direcionamento para melhorar a imagem e a comunicação da empresa com seu público-alvo, além de deixar o planejamento estratégico sistêmico mais completo!

Um marca/produto que comunica de forma Arquetípica, irá falar com o consumidor diretamente com seu senso de reconhecimento e significado, e não apenas com sua interpretação.

Continue lendo o post para saber mais sobre Arquétipos!

O que é Arquétipo?

Como dito anteriormente, o arquétipo  é um conjunto de padrões responsáveis por criar traços de personalidade, valores, visão de mundo e crenças de uma organização. 

A partir de 12 tipos, conseguimos categorizar grandes marcas e entender como elas se posicionam em relação a si mesmas e ao mercado em que estão.

Jung, o psiquiatra que desenvolveu a teoria, acreditava que os arquétipos representavam as principais motivações básicas do ser humano — valores, premissas, traços de personalidade e crenças gerais seriam divididas em aproximadamente 12 tipos que, por sua vez, eram difundidos ao redor do mundo.

Os grupos dos tipos de arquétipos

Maestria / Risco

Neste grupo, o prazer oferecido é a realização e a dor sanada é a Ineficácia, impotência ou desamparo.

Independência / Auto-realização

Neste grupo, o prazer oferecido é a de encontrar a felicidade e a dor sanada é o medo do vazio, medo de se enganar ou ser enganado.

Pertença / Grupo

Aqui, o prazer oferecido é a de sentir-se acolhido e ser amado e a dor sanada é ser esquecido, abandonado, ser esmagado, não fazer parte.

Estabilidade / Controle

No último e quarto grupo, o prazer oferecido é a segurança e a dor sanada é a perda Financeira, fragilidade, perda de saúde, descontrole.

Quais são os tipos de arquétipos?

No total, existem 12, que são:

Criador (Estabilidade / Controle)

Sua forma de agir é criando algo novo.

O criador tem como sua principal frase “Se pode ser imaginado, pode ser criado”. Ele canaliza seus problemas e dificuldades. 

Sempre se sente induzido a criar. Para trabalhar com esse arquétipo precisa-se incitar o lado imaginativo e inovador. O Criador também é conhecido como: o artista, o inventor, o inovador, o músico, o escritor, o sonhador. 

Os produtos do criador tendem a prestar alguma assistência às pessoas em tais afazeres. Ex: Faber Castel, Lego, etc.

Prestativo (Estabilidade / Controle)

Sua forma de agir é ajudando os outros.

O ditado do prestativo é “Ama o próximo como a ti mesmo”. Esse indivíduo é bondoso e altamente altruísta. A compaixão é o seu guia. 

As empresas que se usam desse arquétipo se valem do lema de ajudar seus usuários a resolver os seus problemas. Sites como o Buscapé são os maiores exemplos. 

Governança (Estabilidade / Controle)

Sua forma de agir é exercendo o controle.

Para o governante “O poder não é tudo, mas é o que importa”. Esse arquétipo quer estar no centro de tudo, sendo um administrador responsável. 

As marcas, para construir um branding que se comunique com as pessoas desse arquétipo em geral oferecem segurança e cuidar com responsabilidade, conseguindo o controle. A Porto Seguros é uma grande referência.

Bobo da Corte (Pertença / Grupo)

Sua forma de agir é se divertindo.

A frase que define o bobo da corte é “Se eu não posso dançar, não quero fazer parte da sua Resolução”. Esse arquétipo procura se manter longe do tédio, tentando trazer alegria. 

Para conquistar esses consumidores é preciso pregar a descontração, com impactos visuais voltados para a felicidade. A gigante empresa McDonald’s investe constantemente nessa estratégia.

Cara Comum (Pertença / Grupo)

Sua forma de agir é estando bem assim como são.

O discurso que rege o Cara Comum é o de que todos os homens e mulheres são criados igualmente. Seu direcionamento é democrático e igualitário, evitando expor suas convicções pessoais. 

A melhor tática para grupo é promover estratégias que passem a mensagem da integração social e o pertencimento. Uma marca que se utiliza bem desse arquétipo em suas publicidades é a Brahma

Amante (Pertença / Grupo)

Sua forma de agir é dando amor.

O arquétipo do amante rege a cultuação do belo, do romantizado e da atração física. Para trabalhar com esse arquétipo basta inserir esses elementos. Isso fica evidente na maioria das marcas de beleza, moda e perfumes. 

O Amante quer um tipo mais profundo de conexão: que seja íntima, genuína e pessoal. Para fugir do óbvio, podemos destacar como marcas vinculadas a este arquétipo são: Haagen Daz e Nespresso

Herói (Maestria / Risco)

Sua forma de agir é com coragem.

O lema que define o herói é “Onde há a vontade, há um caminho!”. O herói busca sua aprovação pela sociedade, esperando que as pessoas vejam como eles são valiosos por causa de suas grandes atitudes, que exibem coragem

Para usar esse arquétipo na construção do branding é preciso abordar uma estratégia que desafie os consumidores dentro de coisas que dependem unicamente as competências deles. Um exemplo da aplicação do herói para o posicionamento da marca é a da empresa NIKE. Na divulgação de seus produtos ela dissemina o lema “just do it”, ou “apenas faça”. 

Fora da Lei (Maestria / Risco)

Sua forma de agir é quebrando as regras.

O arquétipo do Fora da Lei é regido pela frase “as regras foram feitas para serem quebradas”. Em suma, o princípio que permeia o imaginário dessa característica é o de liberdade. Tal libertação é contra o senso comum, buscando um jeito próprio de se livrar de símbolos pré-estabelecidos e mudar. 

No marketing, para aplicar o Fora da Lei em uma estratégia é necessário abordar temas como a liberdade, ser dono de si mesmo e adicionar uma pegada revolucionária. Uma marca conhecida que aplica o método e a Harley Davidson, que incentiva a liberdade e mostra como ela pode ser adquirida através de seus produtos.

Mago (Maestria / Risco)

Sua forma de agir é gerando transformação.

O arquétipo do Mago pode ser descrito com o lema “Tudo pode acontecer”. Ou seja, as questões lógicas e objetivas não tem tanto peso, predominando temas como religião, crenças ou qualquer raciocínio distante do racional e natural. As marcas que desejam aplicar e captar indivíduos dentro dessas características devem instigar a sensação de cura ou de alívio emocional, visando promover sentimentos irracionais. 

Um grande exemplo de marca que aplica o Mago é a Mastercard. A empresa investe com constância em estratégias, instigando a sensação de que tudo vai ficar bem e ser incrível, trazendo alívio aos consumidores.

Inocente (Independência / Auto-realização)

Sua forma de agir é mantendo e renovando a fé.

O inocente, em geral, está em busca de um estilo de vida natural, com simplicidade e harmonia. A sua liberdade é em relação a si mesmo, para não ser cabido em rótulos. Para conquistar esse público deve-se propor a simplicidade, instigando um lado puro e bondoso. 

A marca Johnson’s é um grande exemplo dessa aplicação, pois seus produtos remetem ao básico e essencial.

Explorador (Independência / Auto-realização)

Sua forma de agir é independente.

O Explorador se baseia na frase “Não levante cercas em meu entorno.”. Assim, ele busca por elementos que o tire da rotina e o liberte. Para trabalhar com esse arquétipo é preciso, basicamente, propor jornada e aventura. 

Um bom exemplo de marca é a Levis, que se orgulha da invenção do jeans, também visto como um símbolo de liberdade das tradicionais roupas engomadinhas e usa o lema aventura em muitas peças publicitárias.

Sábio (Independência / Auto-realização)

Sua forma de agir é compreendendo o mundo.

O lema do sábio é o famoso “A verdade liberta”. Um sábio busca constantemente o autoconhecimento e acredita que através disso vai conseguir encontrar também a felicidade. 

As marcas que desejam seguir por essa linha e conquistar essas pessoas precisam incitar o conhecimento e a intelectualidade. Um exemplo óbvio é o Discovery Channel.

Os arquétipos de Jung foram e ainda são muito aproveitados pelo marketing digital e no Planejamento Estratégico Sistêmico de empresas. Incorporar esses aspectos para construir Brand e direcionar corretamente as estratégias é a maneira mais adequada para de fato conquistar mercado.

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