Planejamento estratégico sistêmico: por que essa metodologia é tão diferente?

O planejamento estratégico sistêmico é sem dúvida um diferencial. O processo de esquematização integra os setores da empresa, fazendo com que o planejamento contemple todas as áreas, interligando-as e usando o mercado a favor da organização, além de estabelecer indicadores de controle.

Se trata de uma metodologia que traz diversas ferramentas e as combina. Assim, traz uma nova interpretação e visão sobre os assuntos empresariais. A ideia é atrelar o objetivo geral a todos os processos, fazendo as análises pertinentes e direcionando ações.

Para explicar mais como esse método potente funciona, preparamos este artigo, explicando quais são as ferramentas utilizadas. Quer saber mais? Venha conosco e confira!

Quais são as etapas do planejamento estratégico sistêmico?

Trouxemos uma rápida apresentação do planejamento estratégico sistêmico. Você vai conferir uma definição geral sobre cada ferramenta utilizada, bem como a combinação delas.

A ideia é mostrar o poder que a visão sistêmica tem quando o assunto é estratégia e direcionando. Lembre-se de que o foco está nos resultados. Acompanhe a seguir!

Propósito

O propósito é a razão de ser da empresa. Definir o porquê da atuação do negócio leva as pessoas a se conectarem com a marca e se inspirarem a partir dela.

O Círculo Dourado, usado para nortear o propósito, é uma técnica que colabora para a definição do motivo, do substancial e do método de atuação do empreendimento.

Diretrizes Estratégicas

Nas Diretrizes Estratégicas são definidos os Valores, a Missão e a Visão da empresa. O Golden Circle está presente aqui também, expressando o que o negócio faz e qual caminho ele trilha para alcançar os seus grandes objetivos.

5 Forças de Porter

As 5 Forças de Porter analisam o mercado por meio de 5 aspectos relacionados à competitividade: a própria concorrência e o poder de barganha dos clientes e dos fornecedores, além das ameaças em função de novos concorrentes (entrantes no mercado) e de produtos e serviços substitutos.

Matriz SWOT

A Análise SWOT levanta os pontos fracos e fortes da empresa, bem como as oportunidades e ameaças. Ela considera cenários internos e externos, respectivamente.

Numa visão macro, as oportunidades e ameaças conversam com as 5 Forças de Porter, já que ambiente de atuação — o mercado — produz impactos sobre os cenários da empresa. Ela pode aproveitar o que é possível e prever resultados ruins, agindo para dissolvê-los.

Matriz SWOT Cruzada

É possível estabelecer estratégias para diversos fins ao usar a Matriz SWOT em cruzamento com as 5 Forças de Porter, com base em um sistema de perguntas e respostas simples.

Um exemplo disso é usar as forças do negócio para aproveitar as oportunidades do mercado, entender como as fraquezas impedem esse proveito, aplicar as forças para amenizar impactos das ameaças etc.

Assim, é possível ser arrojado, crescer, fazer manutenção das ações e defender o negócio.

Público-alvo

O Público-alvo é uma definição ampla acerca do perfil do consumidor ideal dos produtos e serviços da empresa. Genericamente, é feito um recorte socioeconômico, geodemográfico e/ou comportamental, para depois afunilar o grupo e encontrar personas.

A marca só se comunica de forma eficiente quando sabe exatamente com quem quer falar, como chamar a atenção dessa população e, principalmente, como se comunicar eficientemente com ela.

Arquétipos

Os arquétipos se dividem em 4 grupos relacionados aos impulsos humanos e são, segundo o psicólogo e criador do conceito Jung, um conjunto de imagens psíquicas presentes no inconsciente coletivo.

Eles são usados para aprimorar a imagem e a comunicação da empresa com o público-alvo. A empresa usa esses arquétipos para passar mensagens e assim construir Brand e posicionar a marca conforme o planejamento.

Definição de Personas

Afunilando a ideia de Público-alvo, a Definição de Personas vai detalhar o consumidor ideal do negócio — com o qual ele precisa estabelecer um vínculo e uma comunicação eficiente —, criando, literalmente, um ou mais personagens com suas características.

Esses personagens, embora fictícios, têm nomes, necessidades, desejos, interesses, medos e dificuldades. É de encontro a esses aspectos que a mensagem da marca deve ir.

Oceano Azul

A estratégia do Oceano Azul visa estratégia e inovação por meio de um meio termo entre liderança em custos e diferenciação.

O conceito visa identificar os principais atributos de análise de um mercado. A ideia é descobrir como os principais players do cenário em questão se comportam em cada um dos quesitos elencados.

O resultado? Encontrar um mercado inexplorado com base nos atributos não trabalhados pela concorrência.

Business Model Canvas

O Business Model Canvas é um quadro que traz o modelo de negócios da empresa por meio de uma visualização sistêmica e dinâmica. Muito mais do que um simples diagrama, a ferramenta facilita a análise da empresa como um todo, evidenciando o encaixe estratégico entre as partes.

Em seus 9 blocos, todos os setores da empresa ficam dispostos e acessíveis à gestão sem complicação, sendo a relação entre eles ainda mais clara.

Curva ABC

A Curva ABC dá destaque aos produtos mais importantes dentro de um determinado portfólio. Ela é usada para hierarquizar o estoque de acordo com essa ordem.

São analisados elementos como preço de custo, valor de venda, além de variáveis como custos e margem de contribuição por item. O gestor tem pleno conhecimento sobre o mix de produtos ao usar essa ferramenta.

Matriz BCG

A Matriz BCG funciona por quadrantes. Ela é usada para categorizar os produtos de acordo com a participação no mercado e o crescimento.

Um produto pode apresentar alto crescimento mas baixa participação e vice-versa nas 4 variações possíveis, destacando assim a posição de cada item analisado.

O Ciclo de Vida (CVP) por sua vez, se encarrega de determinar se o produto está em fase de introdução no mercado, crescimento, estabilidade (maturidade) ou declínio.

Persona X BCG X ABC

O comportamento das vendas é entendido por meio da Matriz BCG e da Curva ABC. Por outro lado, temos as personas.

É hora de vincular o volume de compras à população representada por cada persona para, posteriormente, comunicar com prioridade naquilo que realmente vende para aquele público em específico.

Assim não se faz apenas venda, mas venda que dá lucro.

Oceano Azul

Mapa de Empatia da Persona

O Mapa de Empatia é norteado pelo objetivo de entender as personas do negócio de forma mais profunda, tanto sentimentalmente quanto acerca de seus anseios e desejos. Dores, necessidades e sentimentos são colocados em pauta.

Ao compreender o estado emocional da pessoa, você consegue se colocar no lugar dela. Dessa forma, pensar como ela possivelmente pensa e provocar sensações, boas, é claro.

Jornada do Cliente x Persona x SWOT

A Jornada do Cliente é um mapeamento preciso de cada etapa do consumidor até fechar a compra. Ele precisa ser monitorado desde o primeiro contato com a marca. Esses passos variam de acordo com o perfil do cliente, o tipo de produto e a estratégia de venda do fornecedor.

A empresa consegue planejar o marketing e direcionar estratégias ao personalizar as etapas para cada persona. Além disso, tem em mãos a medição dos resultados de cada ação.

Funil de Vendas: Ações e Etapas

Atração, Reconhecimento, Consideração e Decisão. Todos são momentos nos quais a empresa precisa nutrir o relacionamento com o cliente.

O Funil de Vendas é o caminho claro e diferenciado que o negócio traça para esse tratamento. As fases devem ser percorridas até a decisão do consumidor pelo produto ofertado.

Aplicações: marketing de conteúdo, estratégias comerciais, de abordagem fria, de recuperação e crescimento da base etc.

Balanced Scorecard

Qualquer tentativa de gerenciamento sem a aplicação e análise de indicadores está sentenciada ao fracasso.

O Balanced Scorecard (BSC) é uma metodologia que tem base em objetivos, metas e indicadores. As ações são tomadas com base nesse direcionamento e a medição de resultados aponta para decisões.

Para tanto, usam-se 4 perspectivas complementares e igualmente relevantes: finanças, clientes, processos e crescimento.

Como implantar o planejamento estratégico sistêmico?

Visto a qualidade das análises e definições que essa metodologia pode trazer, como implantá-la? Primeiramente, você precisa obter um diagnóstico sobre a empresa, sabendo exatamente como anda a atuação e quais são as expectativas da gestão.

Feito isso, é chegado o momento de iniciar a estruturação do negócio, por meio dessa visão sistêmica. Assim, o planejamento estratégico sistêmico é a melhor decisão para integrar objetivos ao plano de ação.

Conte com a Resultado em Foco para trazer essa nova visão para o gerenciamento da sua empresa: entre em contato conosco e saiba mais!

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