Open Banking, Fique Por Dentro Dessa Mudança No Sistema Financeiro

Você já ouviu falar em Open Banking?

É uma iniciativa do Banco Central do Brasil, que tem como principais objetivos: trazer inovação ao sistema financeiro, promover a concorrência e melhorar a oferta de produtos e serviços financeiros para os consumidores.

Uma pesquisa da fintech Neon mostra que as pessoas ainda não sabem o que é o open banking. Os dados mostram que 63,8% nunca ouviram falar do termo, 30,1% já ouviram falar, mas não sabem ao certo o que ele significa e apenas 6,1% já escutaram o termo e sabem o que significa.

O Open banking já é utilizado desde 2018 no Reino Unido e já tem sido muito bem aproveitado por instituições no Reino Unido e na Europa, que criaram marketplaces e superlojas para os consumidores em parceria com fintechs que integram investimentos, pensões e seguros.

Países como Estados unidos, Austrália, Japão, União Europeia, Hong-Kong e Rússia já estão estudando sua implantação.

A base do Open Banking é simples: todo o mercado financeiro deveria adotar uma camada de tecnologia padronizada – uma forma de comunicação fácil para simplificar a portabilidade de dados.

Isso acontece porque a premissa do Open Banking é ter APIs abertas – ou seja, ter essa base de tecnologia disponível para que um ecossistema de produtos e serviços financeiro seja criado ao redor das instituições.

API, ou application programming interface, é parte de um sistema que funciona justamente como uma área compartilhada para falar com outros sistemas.

Ele traz consigo o consentimento do usuário, sendo assim, quando — e se — eles autorizam seu compartilhamento, os dados passam a ser disponibilizados a terceiros, essa prática é regulamentada pelo Banco Central do Brasil e pela LGPD ( Lei geral de proteção de dados pessoais).

Com o Open banking, as soluções ofertadas pelas instituições bancárias tendem a se mostrar menos burocráticas e demoradas.

Ele permite que o cliente leve seu histórico bancário de uma instituição para outra, assim o consumidor pode escolher o melhor produto.

Ter o nome limpo no mercado nunca foi tão vantajoso!

Por exemplo, com o Open Banking em funcionamento, um cliente do Banco A poderia cotar as taxas que seriam cobradas se ele pedisse um empréstimo pessoal no Banco B.

O Banco B então acionaria o Banco A, que, por sua vez, mandaria uma mensagem dentro do seu app para o cliente confirmar que solicitou os dados

O primeiro benefício desse modelo de negócios é a promoção de liberdade ao consumidor.

Isso porque ele pode compartilhar seus dados financeiros quando e como desejar.

Com a permissão de cada correntista, as instituições se conectam diretamente às plataformas de outras instituições participantes e acessam exatamente os dados autorizados pelos clientes.

Todo esse processo é feito em um ambiente seguro e a permissão poderá ser cancelada pela pessoa sempre que ela quiser.

Cada permissão tem validade de 12 meses, podendo ser revogada ou prorrogada.

O Banco Central dividiu o desenvolvimento do open banking em quatro fases. Na primeira, que teve início em fevereiro de 2021, foram abertos dados de instituições participantes, as soluções que oferecem e seus canais de atendimento.

Na primeira fase, foram os bancos que integraram seus dados.

Na segunda, o cliente poderá compartilhar suas informações de cadastro, poderão solicitar o compartilhamento de informações sobre transações em suas contas, cartão de crédito e produtos de crédito contratados em instituições financeiras. A Segunda fase se iniciou nessa sexta-feira (13).

Já na terceira, poderão ser feitos pagamentos fora do ambiente bancário, além do compartilhamento do histórico financeiro.

Na última fase, prevista para 15/12/2021, poderão ser compartilhados outros dados — como informações de investimentos e câmbio. A expectativa é que o open banking revolucione o sistema financeiro.

Demais como TED, pagamento de boletos e pagamento com débito em conta ocorrerão de forma gradual até setembro de 2022.

Algumas vantagens do Open banking são:

  • Novos modelos de negócios
  • consumidor no centro
  • Maior transparência
  •  Portabilidade de relacionamento entre instituições bancárias
  •  Controle sobre suas finanças
  •  Autonomia
  • Personalização
  • Segurança
  • Simplicidade
  • Desburocratização

São mais de 90 instituições bancárias participantes desses processos.

O que é muito útil já que os caixas rápidos Banco 24 Horas possui mais de 40 bancos e bandeiras conveniadas

Todo Banco, Fintech ou Operadora de crédito registrada no BC poderá aderir .

Alguns bancos que já estão participando são: Agibank, Ágora Investimentos, Banco do Brasil, bmg, Banco Pan, Banco Original S.A, Banco Safra S.A, Banco Sofisa, BNDS, Bradesco, C6 Bank, cartão Luiza, Credicard, Mercado Pago, dentre outros.

Veja a lista completa aqui

Imagens: Banco de imagens do Canva

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