Estratégia para PMEs: como traçar?

As pequenas e médias empresas precisam definir suas metas a longo prazo, usando informações sólidas como base: a estratégia para PMEs trata-se justamente disso. Entender como definir estratégias permite escolher os melhores caminhos para alcançar os propósitos.

Assim, a empresa controla o ambiente altamente desafiador e foca seus recursos nas intervenções necessárias. Quer saber como conduzir tão ativamente a sua gestão? Continue lendo e confira neste artigo!

Qual é a importância da estratégia para PMEs?

Um dos maiores desafios das pequenas e médias empresas é garantir a saúde financeira. Além disso, a gestão deve ser preocupar em manter a competitividade no mercado. Enfrentar a concorrência e as crises econômicas — que atingem com mais força as PMEs —  requer a definição sólida de objetivos e método para alcançá-los.

O planejamento estratégico é o caminho para que os gestores implementem as ações produtivas, evitando e contornando essas questões. A partir dele, se define protocolos de trabalho, aplicação do dinheiro e demais intervenções para o sucesso da empresa.

As consequências de não obter esse controle logo aparecem em forma de problemas para realocar os recursos, gerando um acúmulo de dívidas indiscriminadas.  Por esses motivos, as PMEs precisam se estruturar adequadamente, tendo condições encarar tais problemas e se estabelecer.

Como definir estratégias?

Há passos essenciais para que o seu planejamento estratégico seja bem fundamentado. A partir de alguns dados, você obtém boa margem para a tomada de decisão, conduzindo com mais clareza a organização. Veja a seguir!  

Estabeleça os objetivos

O primeiro passo é estabelecer qual é a grande intenção por trás de todo o trabalho exercido. Por que a empresa existe? Qual é a sua real finalidade? O produto final — que determina o valor entregue ao cliente —, qual é?

Prolongar a vida da empresa e expandir os lucros são objetivos de todas as organizações. Porém, para começar, defina quais são os propósitos específicos da empresa. Esses apontamentos trazem o norte para guiar todas as ações.

Após defini-los, divida o objetivo maior em metas. Assim, proponha atividades menores, traçando — e criando — as condições para alcançá-las. Sempre estabelece os alvos em função do tempo, quantificando os recursos individualmente.

Para dar esses passos, você pode contar com uma metodologia norteadora, como é o baso do renomado Balanced Scorecard.

Pesquise o mercado

O mercado no qual a empresa está inserida determina qual concorrência ela enfrenta e qual público busca. Quais são as tendências e estratégias do setor? Utilize o benchmarking para saber quem é padrão de excelência na área, a fim de incorporar práticas bem-sucedidas ao seu negócio. Conhecendo essas informações, você tem um guia para as ações.

Concorrentes diretos e indiretos devem ser constatados. Quem quer conquistar o seu público-alvo? Ou o que simboliza um serviço que pode substituir o seu, fazendo o cliente em potencial  escolher entre seu produto e o outro?

Defina os critérios mais interessantes (eles variam de acordo com a sua demanda), como região, preço, qualidade etc. Levante o diferencial competitivo. Para tanto, conheça e use ferramentas administrativas como a Análise SWOT, o Ciclo BCG, entre outras.

Defina e conheça o público-alvo

Uma empresa depende de seus clientes para se manter operando. Então, independentemente de qual é o negócio, é preciso colocá-lo em alinhamento ao público que se deseja captar. Portanto, estude a sua clientela: quem é o consumidor ideal do produto que você oferece?

Trace um perfil e busque por essa persona. Quem ela é? Quais canais ela frequenta? Que voz ela tem? Quais são os desejos e problemas que ela tem e enfrenta? Nesse contexto, em qual lugar seu produto se encaixa? Procure esses respostas.

Assim, você vai saber como chamar a atenção desse público. Logo, a partir desses dados, as decisões acerca da imagem do empreendimento e sua prospecção de vendas conseguem ser conduzidas adequadamente.

Mapeie as atividades

Atualmente, a tecnologia e as as ferramentas de gestão tornam as organizações cada vez mais eficientes.Usá-las é fundamental, visto que gargalos produtivos, erros e recursos mal empregados diminuem sua competitividade da PME.

Processos mal organizados causam baixo desempenho e afetam o resultado que o cliente recebe. Cliente insatisfeito é sinônimo de baixa qualidade. Sem cliente, o lucro despenca e a saúde financeira da empresa fica em risco.

Sendo assim, uma parte importante do planejamento é mapear os seus processos, para a equipe responsável saiba exatamente o que fazer e consiga executar tudo em tempo hábil, Assim as metas se alinham e a produtividade se potencializa.

Então, após definir os objetivos e saber onde sua organização quer chegar, estipule quais são as diretrizes que os setores devem seguir para conseguir chegar ao resultado. Para isso, use fluxogramas, ferramentas como 5W2H, POPs ou apps gerenciadores de tarefas são úteis.

Como otimizar a implantação do seu planejamento estratégico?

Não basta definir um plano. É necessário agir e acompanhar constantemente os efeitos, para alinhar as atitudes tomadas com o atingimento das expectativas. Para isso, existe uma ferramenta que oferece suporte aos gestores nessa tarefa. Vamos te explicar mais a seguir!

Aplique o PDCA

O ciclo PDCA é uma ferramenta da linhagem da Qualidade Total. O objetivo dela  é monitorar as atividades a fim de que o aprimoramento seja constante. Ela é muito útil para alinhar o desempenho, ajustando as tarefas e aprimorando a performance.

Na prática, cria-se um elo forte entre o plano, as atividades realizadas para cumprí-lo e a avaliação da execução, bem como as ações de correção e melhoria.

Por ser um ciclo, diversos processos podem passar por etapas diferentes simultânea e constantemente. Ele é estabelecido em 4 passos, que definem as fases de:

Plan (Planejar) — O que deve ser feito?

Nessa etapa são levantadas todas os dados, informações e análises necessárias para guiar o planejamento. Tudo o que você levantou na hora de definir as estratégias serve de pilar nessa etapa. Assim, se estabelece quais são os problemas, visando descobrir como  contorná-los e chegar ao objetivo, além de quais são as técnicas necessárias para isso.

Do (Fazer) — De que modo deve ser feito?

Alvos definidos, hora de executar. Nesse momento são definidas as tarefas que foram esquematizadas para chegar ao resultado. Elas devem ser repassadas aos responsáveis por executá-las, usando um plano de ação (as ferramentas citadas no mapeamento de ações são válidas para fazer esse controle também).

Check (Checar) — Como está sendo/foi feito e qual é o resultado?

Realizar uma ação e não avaliar se o resultado foi produtivo ou não na proporção esperada, abre espaços para errar continuamente. Por isso, essa fase verifica o andamento das tarefas e se as intervenções feitas obtiveram o efeito desejado.

Quais são as perguntas que podem ser feitas para obter a informação que você precisa? Elas são os indicadores necessários. Métricas são fundamentais, porque sem medir não se pode melhorar.

Se você atua no comércio, cálculos como ticket médio de vendas, por exemplo, devem ser comparados à expectativa para obter o desempenho da equipe. Defina o que é importante use os resultados para basear a tomada de decisão.

Act (Ajustar) — O que precisa ser melhorado ou inovado e como fazer isso?

Após analisar os resultados, tome ações corretivas, verificando o motivo por trás de resultados insuficientes e aplicando melhorias. Um exemplo de ferramenta a ser usada nessa fase é o Diagrama de Ishikawa, que identifica causas e efeitos.

Para implantar inovações, a fase de planejamento volta à tona e assim o ciclo se cumpre e repete. Sem dúvida, a estratégia para PMEs é a base sólida sobre qual toda a organização vai caminhar.

Se ele for excelente, vai refletir na empresa, gerando a alta nos lucros e o reconhecimento no mercado. Falando nisso, planejar o marketing também é essencial. Quer entender o motivo? Leia o artigo que preparamos para você entender tudo sobre posicionamento de mercado!

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